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CaoSala

Uma alternativa a todas as alternativas inviáveis da sociedade atual, digo a cibercultura. Leia e diga um palavrão, grite um comentário mal-educado.

Aug 31

Algumas vezes, algumas vezes sobre a chuva na rua

Não há reflexo nas poças no escuro,  não há  abrigo em cidades com poucos prédios. Entrelaçados, cobrem parte do céu onde as pessoas vivem. Se vivem ou não é mera semântica, respiram é fato.

Insistem, galgam um pedaço do toldo, se espremem. Tudo se resolve. A chuva cai, as pessoas com guarida se encolhem enquanto os desabrigados de tudo acordam, correm. 

A noite endurece; chuva e frio disputam espaço: uma hora é o tema de um, logo vem do outro. Dado um momento nem se sabe se frio e chuva são dois ou um, se algum dia vão se separar numa noite de inverno como essa.

Um chocolate quente ajuda, um pão sustenta. Tanta caridade, surpreende. A necessidade do povo se faz viva, respira ali do lado de todos, esperando sua vez de receber um pouco de comida. Tanto trabalho e doação que até invejam, mas invejam? Já ouvi falarem bondade e até assistencialismo. Diverge as opiniões tal qual as ações daqueles que as pregam. 

Começos são necessários, tudo tem um rumo, um caminho. Assim defendo quem faz o que pode fazer como pode fazer. Desabrigar da rua o mendigo, retirar é a solução final, mas tudo tem seu começo, como disse.

E a chuva definitavemente para, depois de recomeçar duas vezes sua estranha dança com o frio. Deixa ele sozinho para enfrentar a noite. Na verdade acompanhado daqueles que já voltam a dormir.


Dec 19

No início era trevas…

Voltei a escrever…

Da mesma maneira que vou, fico. De outra forma não repetiria. Passaria não tão livremente por todas as coisas com receio, cheiro e gosto me dariam ânsia. Então volto, seja a teimosia do redescobrimento ou o saudosismo já latente esperando um pequena oportunidade.

E esse brecha onde estaria no labirinto? Não posso dimensiona-la, não ainda. Não falei que existiria um labirinto? Devo ter esquecido. Há um labirinto e nele, normalmente, alojo-me. Não era um labirinto logo no começo, ele foi crescendo conforme desviara de tantos elementos da vida que não lembro como cheguei num canto quase sem saída.

A vontade de sumir, de me perder, sumiu, ironicamente. E só conseguir sair para voltar nessa gostosa terra arrasada, das minhas idéias através dessa bequena rachadura do meu universo.

Recomecei. Se espero que não seja outra estragema elaborada a contruir por muito tempo e não restar mais uma vez em água parada?


Jun 9
“O deslumbramento com as coisas belas revela o que nós somos e o que podemos ser” Gilberto Dimenstein

Jun 7

“a vantagem de ter que escrever pouco é não precisar justificar muito as coisas” Camarada Moderado

A capa de cd picareta

A capa de cd picareta


Do original

Do original



Bêbado e nu, ainda discou 911

31 anos, aproveitar o fim de semana e deixar as besteiras de lado, as bobagens do cotidiano. Sei que não fiz muita coisa que queria; olho pra minha vida, antes era uma subida íngrime e desafiadora, agora eu tenho taquicardia de subir as escadas do shopping. Bem, sair e curtir: vamos lá.

(Algumas horas mais tarde)

“Burp, alooooou? hic…”

“Alô! Qual o problema, senhor?”

“Eu sei lá, minha senhora, eu to preso no banheiro.”

“Como assim, senhor? Está preso no abnheiro da sua casa?”

“Burp…não! Estou entalado num banheiro químico não sei aonde”

“….”

Fato verdadeiro


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